Bons negócios e prosperidade

 

Bons negócios e prosperidade!

Existem conselhos que devem sempre ser lembrados, especialmente nas áreas do empreender e gerir nossos negócios. Por essa razão estamos apresentando, a seguir, algumas dicas e nossos comentários para cada uma delas.

Com certeza elas também serão de grande utilidade a você e aos seus negócios, como já foram para tantos empresários e gestores. Por isso, deixo apenas esta recomendação inicial: As melhores ideias são aquelas que se encerram na forma da simplicidade. Não as subestime...

 

1. Dê importância à estratégia: Quanto mais operacional, menos estratégico, lembra? Pare de vez em quando e pense nas pequenas estratégias que, somadas, o levarão a atingir uma estratégia maior. O empreendedor que não pensa estrategicamente não sai do lugar e você também já sabe: quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Isole-se com frequência para pensar mais nas coisas que vão melhorar o seu negócio, senão, as forças contrárias tomam conta da situação.

Nos dias de hoje eu iria mais longe ainda. O empreendedor que não pensa, inclusive estrategicamente... não sairá nunca do lugar ou da situação em que se encontra. A falta de ânimo para “pensar o negócio” tem sido cada vez mais distante para a maioria dos empreendedores. As decisões tomadas seguem algumas das alternativas:

a) ‘isso já funcionou no passado’ => Repetir a mesma coisa nem sempre dá certo. Mudam várias coisas com o tempo... é preciso repensar cada detalhe da decisão, antes de repeti-la

b) ‘conheço um amigo que adotou a seguinte decisão para resolver seus problemas’ => nem sempre (para não dizer: sempre) a decisão para um problema ocorrido em outra circunstância pode ser adotado para questões que ‘parecem’ semelhantes

 

2. Mão de ferro no Fluxo de Caixa: entenda de uma vez por todas, a felicidade é um fluxo de caixa positivo. Não há empresa que resista sem um controle de despesas e receitas mais próximo possível da realidade. Se você não adquirir a consciência de que isso é importante e não tratar as contas com a seriedade necessária, não há salvação para o seu negócio.

Pode parecer incrível esse fato; a maioria das empresas ainda não tem (ou não sabe usar adequadamente) essa importante ferramenta da gestão (ainda há aqueles que garantem que em tudo em sua cabeça ou em um computador pessoal)

 

3. Monitore os resultados diariamente: se você não é bom vendedor, ajude a si mesmo, contrate um bom vendedor, mas, a única forma de perceber isso é monitorando os resultados com mais frequência; somente o acompanhamento sistemático dos resultados vai obriga-lo a repensar o negócio continuamente e promover os ajustes necessários para mudar a realidade.

Adote as melhores formas para medir seus resultados em todas as áreas de seu empreendimento. Nesse campo da métrica a Contabilidade é um dos instrumentos mais importantes e confiáveis; além de possuir métodos adequados para sua forma de registro e apresentação

Adote as boas práticas de gestão em sua Empresa! todos irão ganhar com isso. Aos empreendedores e gestores, além dos ganhos, haverá certeza da continuidade operacional de seus negócios

 

4. Reavalie o comportamento da equipe: não espere que os seus colaboradores estejam tão comprometidos com o seu negócio quanto você. Se as coisas não estão indo bem como gostaria, promova reuniões de realinhamento ou, como eu gosto de mencionar, reposicionamento das pessoas. Elas precisam entender de maneira clara o seu papel na empresa. Se você não disser a cada um o que deve ser feito e não monitora-lo com frequência, não espere nada diferente. Um negócio bem-sucedido, antes de ser técnico ou financeiro, é um processo humano; as pessoas são importantes.

Assim como devemos pensar constantemente em nossos negócios é preciso, também, analisarmos o alinhamento de nossa equipe com as mudanças constantes que são feitas na empresa. Alinhamento garante a sintonia perfeita dos negócios...

 

5. Evite atalhos: livros ajudam, entretanto, uma boa consultoria por meio do Sebrae ou mesmo de um consultor autônomo vão ajudá-lo de maneira mais produtiva e consistente; da mesma forma, se você optar por ferramentas ou aconselhamentos meia-boca, o que você vai conseguir é algo do tipo meia-boca.

Na realidade o Conhecimento é extremamente importante. É esse Conhecimento que alavanca todos os demais componentes da “Estrutura de Capital”. Valer-se de experiências externas (livros, consultores, etc.) é importante para que possamos refletir e reavaliar a forma mais rápida e eficaz para alcançarmos o sucesso.

A falta de atenção ao corpo de colaboradores (funcionários especialmente) acarreta perdas significativas daquilo que é o capital mais importante em qualquer empresa. O Capital Humano que acumula todo conhecimento e tecnologias garantidoras do sucesso!

 

6. Reinvista os lucros sempre que possível: eu sei que você precisa sobreviver e quer aproveitar enquanto ainda dá tempo, mas, separe uma parte dos ganhos para investir em melhorias: processos, ferramentas, pessoas etc. Vai levar um tempo ainda para ficar rico, mas, enquanto esse tempo não chega, canalize esforços para a melhoria do negócio.

Aqui é necessário fazermos uma reflexão essencial. Temos um bom negócio em nossas mãos? Ou estamos apenas buscando justificar nossas ações de ‘dedicação’ a algo próprio?

Lucro é aquilo que sobra (e que pode ser distribuído) ao final de um período aos sócios. Não devemos confundir lucro com salário do empreendedor. Se o ‘negócio’ não está gerando recursos financeiros para pagar ao seu executivo mais importante e interessado (sócios) aquilo que seria equivalente a um bom profissional de mercado lamento informá-lo: Você não tem um negócio. Ao menos aquilo que se possa chamar de Bom Negócio.

A próxima pergunta a ser respondida: “Lhe interessa manter um ‘mau’ negócio?”. Se a resposta for afirmativa, responda esta: “Por quanto tempo, ainda?”.

 

7. Repense o atendimento: estratégia é importante, fluxo de caixa também, entretanto, o atendimento ainda é a coisa mais importante do seu negócio e, nesse sentido, a maioria das empresas tem muito para evoluir. Pense numa empresa onde o atendimento é uma referência, copie descaradamente e adapte um novo modelo para o seu empreendimento. De vez quando, mude-se para o outro lado e sonde os seus empregados. Eles são, na maioria dos casos, a fonte do mau atendimento prestado pela sua empresa.

Qualquer que seja o negócio de sua empresa há algo comum em todos eles. É o Atendimento! O sucesso ou o fracasso serão decorrentes da atenção com que Você e seus funcionários tratam seu cliente.

O comum dos negócios é a prestação de um bom serviço. E ele é sempre lembrado quando estiver alinhado à forma de atendimento prestada.

 

8. Visite a concorrência: o seu concorrente tem pontos fortes e pontos fracos. Pontos fortes são difíceis de derrubar. Pontos fracos podem ajuda-lo a pensar de maneira diferente. Em relação a esse ponto fraco do concorrente, como eu posso fazer melhor?

Conhecer o mercado é muito importante. Nele estão inseridos todos os elementos necessários para algumas orientações ao empresário (que souber percebe-las, ou contar com um consultor especializado para isso). Os concorrentes podem promover excelentes mudanças em sua forma de conduzir seu negócio, especialmente para que não se repitam os mesmos erros...

 

9. Utilize o bom senso e a simplicidade: pare de inventar a roda, bom senso e simplicidade são melhores que complexidade e sofisticação; quanto mais você se liga no que dizem as revistas, mais confunde a própria cabeça; a simplicidade é difícil de ser conseguida, mas o bom senso não; sofistique na medida em que tiver recursos e simplifique sempre que possível.

A implantação de planos com “arquiteturas mirabolantes” para implantação de um Planejamento Tributário, por exemplo, podem desviar sua atenção sobre o que realmente importa em seu negócio. Com tantas mudanças na legislação tributária o mais inteligente é manter, além das equipes de produção e venda, uma boa equipe nas áreas contábil e fiscal, sem invenções arriscadas. O bom senso é aplicável em todas as áreas de qualquer empresa...

 

10. Redistribua as funções: pare de se iludir imaginando que uma única pessoa é capaz de tomar conta de tudo: finanças, recursos humanos, atendimento, entrega etc. Reavalie a estrutura organizacional, defina uma boa matriz de responsabilidades (quem faz o que, quem responde pelo que) e reorganize a casa; quem quer ser tudo para todos, acaba não sendo nada, lembra?

Tem sido comum observar algumas empresas que fazem suas estruturas extremamente enxutas. É admirável os feitos que conseguem, especialmente nas áreas de Fluxo de Caixa, Comunicação e Produtividade, pelos processos claramente definidos.

Alie, entretanto, sua capacidade de racionalização de equipe, com capacitação multifuncional e colaborativa, além da criação de um Grupo de Gestão de Riscos que possa estabelecer planos de contingências aos fatores “não programados”.

 

11. Reavalie os processos: o que significa isso? Processos são a forma, o método ou a maneira como as coisas devem ser feitas. Em suma, é o seu jeito de fazer negócio. Nada de sofisticação, apenas uma sequência lógica de ações descritas no papel de como as coisas precisam ser feitas. Por que isso é necessário? Para evitar que você fique refém das pessoas e possa melhorar cada vez mais.

A Administração é uma área muito importante e em constante evolução. Quando planificamos as ações necessárias em cada processo operacional de nossa empresa, tempos a oportunidade de introduzir melhorias constantes na forma como conduzimos os nossos trabalhos. Claro que essas melhorias devem aumentar a eficiência e minimizar riscos e custos!

 

12. Não confunda saldo em caixa com resultado: por incrível que pareça, isso ainda é uma grande dificuldade; saldo em caixa é o volume de dinheiro registrado todos os dias considerando todas as receitas e despesas correntes; resultado é o lucro apurado ao final de cada exercício contábil – mensal, trimestral, semestral, anual.

Uma pergunta muito comum, ouvida até de empresários experientes, é: “Se o balanço levantado indica que nós tivemos “Lucro”, onde é que ele está? A empresa esta sem dinheiro em caixa... onde é que está o lucro?”

É importante sabermos a diferença entre Econômico (lucro ou prejuízo) e Financeiro (ganho ou perda).

 

13. Assuma o verdadeiro papel de empreendedor: assuma definitivamente a liderança do negócio, evite trata-lo apenas como fonte de sobrevivência, tenha coragem de mudar o que precisa ser mudado e comprometa-se a chegar ao fim do próximo ano bem melhor do que quando começou. Ser empreendedor é um exercício constante de evolução.

Busque cercar-se de consultores experientes, que lhe ofereçam possíveis desdobramentos decorrentes de suas decisões. Além disso, é muito importante, que o Empreendedor esteja permanente alinhado às Boas Práticas de Gestão Empresarial.

Por fim, lembre-se: a sorte favorece aqueles que são persistentes, porém, enquanto a sorte não vem, continue caminhando e jamais perca o seu objetivo de vista. Não há segredos, somente o trabalho duro e consistente dará resultados.

Pense nisso, empreenda, e seja feliz!

  

 Antonio Carlos Pedroso de Siqueira – auditor independente, sócio da SIQUEIRA & ASSOCIADOS - Auditores e Consultores, professor de auditoria e controladoria, acadêmico da Academia de Ciências Contábeis do Paraná, Delegado do IBRACON em Curitiba

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